Me dê mais um cigarro.


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Não é como se cada cigarro fosse uma sentença de morte, já me sentenciei há anos quando deixei de te amar, ou não o permiti.

-Quem eu sou? Quem eu sou? Quem eu sou? – Me pergunto, esse já é o sétimo cigarro hoje. Qual meu problema com cigarros? Tenho que andar com balas de hortelã o dia todo na boca, já me confundiu esse sabor de cigarro e hortelã, esse cheiro já se impregnou em mim.
– Quem eu sou? Quem eu sou? Quem eu sou? – Coloco a bituca no cinzeiro, me levanto, aliso a saia do vestido, não há tempo mais para perguntar. Saio andando, tenho que buscar mais cigarro, receio que esse não foi o último de hoje, sou covarde de mais para pensar em qualquer coisa.
Olho para minha cama vazia, sorrio com sarcasmo.
– Viva o amor! – Fecho a porta do apartamento, assim como fechei da minha vida há tempos, me agarro ao cachecol o tempo está frio, frio, frio, o cigarro não esquenta corações.


4 respostas para “Me dê mais um cigarro.”

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