A dor do Som.


Havia uma bolha de ar em meu estômago, que subia para meu peito e me tirava o folego.

A mesma voz que me irritou profundamente, me fez rir descontroladamente.

A mesma voz que me fez rir, me fez gemer.

A sombra do corpo, queimou o meu.

O rosa do céu, o roxo nas nuvens.

Olhos profundos.

Eu ardia, ardia em febre louca.

Tremia de emoção e raiva.

Chorava sem razão.

O que é isso se não doença?

Hoje a bolha de ar que vivia dentro de mim estourou, se tornou suspiro.

Alívio sem fim.

Eu te olho e sorrio.

Sua voz continua sendo sua.

Ridícula.

Eu rio.

Suspiro.

Não há mais doença.

Não há mais febre.

O tempo esfriou, o céu continua lindo.


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