fui banhada por suas lágrimas,
que como um dilúvio me carregou.
Queria eu poder te embalar em meus braços,
fazer toda essa sua dor evaporar, como água.
Como ar.
Você me banhou em seu amor,
a sua dor me rodeou.
As nossas almas gritam,
mas eu sinto,
eu sinto,
silêncio ao seu lado.
De todo o seu tamanho,
caminho sinuoso.
Eu vejo as suas montanhas,
vejo os seus lagos.
E, contemplo:
o universo você.
Que a sua dor se transforme,
nebulosa.
Que o seu vazio se preencha,
buraco negro.
Que o frio te envolva,
o calor te absorva.
E ao final do dia,
seja um pássaro, voltando ao ninho.
