Diante de um espelho reparei uma árvore quebrada.
Entrei pelo buraco que mostrava uma cova.
Quem é essa tão bonita, que jaz longe dos mortos?
A fada que ali dormia, um dia fora menina.
Embalei teu corpinho em meus braços frios, sussurrei em seu ouvido
Acorde fadinha, já passou o dia.
Mas, nada aconteceu, a menina se foi, a árvore fechou,
Fiquei preso, só eu e o espelho.
Nada aconteceu,
Não havia sombra de árvore.
Não havia nem mesmo outro lado,
Tudo o que me ocorreu, estava dentro de mim.
O espelho só mostrava aquilo o que refletia, nem mesmo o que eu queria.
Apenas eu, em um hospício .
