Vim falar, sobre o tempo em que eu sentia.
Sobre todo amor que me preenchia.
Do tempo em que eu sorria e era normal.
Não é o tempo o ceifador.
Vim contar, como todos os que me machucaram mataram meu amor.
Entre ondas linear do tempo, de lá para cá,
O que era flor, murchou.
O que era amor virou o nada
Nem buraco negro
Nem caixa preta
Nem luz branca
Nem terra seca
Apenas um vazio
Se o Nada habita então há algo
Aqui não há
Morreu
Esqueceu
O sorriso esmoreceu
O semblante caiu
O que sobrou foi sombra fria,
Os dias de chuva não importam mais.
