Amor cotidiano.


 

Image
Tenho medo de amar – Digo a mim mesma, mas na verdade tenho medo é de viver sem, sem o amor.

– Estive pensando. 
– Hum? – Ele estava com as mãos entrelaçadas nas minhas, mãos sempre frias. 
– Eu acho que devemos nos afastar. – Ele não se mexeu, não disse nada, apenas continuou brincando com meus dedos. 
– Por que? 
– Porque eu acho que não te amo mais. – O rosto continuava passivo, nada demonstrava nenhuma expressão de espanto. 
– Não ama mais? 
– Não – Então ele me puxou para perto, segurou os meus braços e me deu um beijo, um beijo suave. Depois beijou meu pescoço, meus ombros e novamente subiu para os meus lábios. 
– Então… – Ele dizia entre os beijos trilhados. – Deixe para me amar amanhã. Hoje só eu te amo. 
Eu já não dizia nada, acho que no fundo o amava, talvez eu tenha medo do contrário, dele não me amar. 


16 respostas para “Amor cotidiano.”

  1. Ester, gostei muito. Fala sobre a passagem do Evangelho que pede que fiquemos atentos ao que nos foi confiado porque não sabemos nem o dia nem a hora que seremos chamados para prestarmos nossas contas .
    Muito legal, Ester.
    Um beijo,
    Manoel

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Ester Lima

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo