Eu acordei e estava em auto mar.
Por um momento me senti atordoada, mas depois que parei para pensar tentei lembrar “afinal, o que fiz para vir parar aqui?”
Tomei meu remédio e me deitei, foi quando as ondas me embalaram.
As ondas se formaram numa única onda gigante e me levou, me afogou, me desesperou.
A noite toda foi tempestade.
A noite toda esperei algum monstro invisível comer meus pés.
Já é dia, não há tempestade, mas ainda estou aqui deitada na cama deixando as ondas me levarem.
Tentei me levantar, mas uma onda maior que eu me afogou.
Estou afogando, afogando.
A água é o meu catalisador, mas por quê ainda me sinto assim tão suja?
Tento me levantar da cama, sei que as ondas vão passar e só voltarei mais tarde quando for me deitar novamente.
Saio do mar e vou para a praia, onde o furacão me espera.
