Consequências que a vida nos fode.


– Caralho, está quente essa água.
– Só regular ué.
– Por que não disse antes?
– Minha bola de cristal quebrou. 
– Você mereceu,  mereceu mesmo.
– Bem que essa água podia queimar sua maldade. 
– Qual é, eu tava falando da água benzinho.
– Vai te catar!
– Você me mereceu.


8 respostas para “Consequências que a vida nos fode.”

  1. Comodidade também é jogo e nessa de deixar rolar mesmo não “casando” os desejos podem ser uma forma de medo, de não saber ou querer de fato lutar. É quando como o descrito se deixam ou pela água ou pela dor a coisa queimar 😉

  2. Enfadonho no “regular o chuveiro” e outras “tretas” é a repetição. Não é nem a monotonia, rotina, pois estas produzem frutos se respeitados em seus tempos. A repetição estéril – tal qual uma oração “sincera” diante de um bonequinho de vudu espetado com agulha de tricô – é que fode tudo. Aliás, se fodesse, ainda estaríamos no lucro.

    Ao leitor Mariel: acho que a preguiça nem é mais pecado capital, mas “fuga de capital”. Uma coisa é o espreguiçar-se; outra é esvair-se o encéfalo em meio à inércia.

    Beijos, Ester! 😀

      • Bem, meu bem… 😀 Resumindo o conteúdo dos hieróglifos: repetição estéril… vc reclama e, depois de 10, 15 anos, a mesma coisa continua se repetindo. Papel de bala sobrevoando os bidês, farelo de pão sobre a mesa, caixa de areia dos gatos há dois dias “lotada”, assim por diante.

        Se eu regulo seu chuveiro, a melhor forma de me agradecer é fazendo certo, se lembrando do que eu ensinei. Voltar a ensinar (outra coisa) será uma repetição prazerosa. Agora repetir a mesma coisa pra alguém como se ela fosse uma porta falante, aí não dá! kkkk

        <3

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