Cacos de vidro do meu coração caíram e estão nos meus pés, eles sangram e gotejam o liquido caro, vida.
Continuo andando, não importa a dor, o que eu fiz não pode ser mudado.
Quem amei não pode ser desalmada.
O sangue agora sobe pelas pernas, ele está tentando voltar para o meu coração.
Aquecer. É isso, inutilidade, impossibilidade, não querer.
Esse teu corpo, uma criança é o que aparenta, um monstro é o que é.·.
Cacos de vidro me cortam por dentro, será que é pelo que eu comi? Dor?
Não sinto nada, na verdade eu sinto, sinto o que sinto, sinto o que não sinto.·.
O caminho mudou, agora é um mar, rio de sal, entram nos meus pés e ardem na alma.
Como pode essas feridas serem mais profundas que minha dor?
Quem não me amou me deixou quem me deixou se perdeu no teu mundo feliz.
Hipócritas, dizem que não querem, dizem que não.
Mas sabemos, carrego uma faca comigo, mesmo ela estando cravada no meu coração que não bombardeia mais sangue, eu posso a tirar, eu posso o rasgar.
Acordes entram na minha cabeça, me martelam com força. GRITE HOMEM, grite criança, grite pobre, grite.
Morto, vivo, tanto faz, só existo.
Quem não teme a verdade não se esconde nas mentiras, mas quem teme a verdade é tua própria mentira.
Sinto cada passo, sinto cada dor nos teus olhos de menina, está com fome?
Cinco dias sem comer é o que eu estou, tampouco morro de fome, tampouco morro de sede, tampouco morro.
Sete dias é o meu prazo, prazo invalido para inválidos, sou cego da verdade e surdo das mentiras, sou o que não sou.
Sinta os acordes, grite, grite, grite, não chore criança.
Sinta o meu coração, sinta-o não bombardear, sinta o murcho como uma flor arrancada do caule e jogada no chão, esmagada por pés encravados de vidro.

Passou o dia, passou a noite, não provo, não tento, acredite se quiser, o que eu sinto por ti, acredite.
Corpos deixo para trás, corpos enterro no meu caminho, corpos andam comigo, corpo o meu.
Temo a verdade ou escondo nas mentiras? Um e outro, um e outro, um e outro. 150 anos de caminhos, de cortes, de vida, de morte.

2 respostas para “Devaneio Incerto.”
Cara amiga, parabéns pelo blog e obrigado pela visita. As fotos dizem tudo. Abraço.
Digo o mesmo para ti, adoro tuas visitas! Abraços.