Dia comum.

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Arrastou da cama de cara amassada. Foi até o banheiro e se esvaziou. Lavou o rosto sonolento, escavou os dentes. Foi até a cozinha, colocou água no fogo pra fazer o café. Tomou um copo de água. Deixou coar e foi na padaria.
– Bom dia – disse com a voz enferrujada. Pegou o pão e um pedaço de bolo e voltou pra casa. Tomou o café, leu o jornal. Depois que esticou o corpo aproveitou pra tomar uma banho rápido, o tempo já acabando.
Todo dia a mesma coisa, a manhã era sagrada. Todo dia acordava mais cedo apenas para se sentir mais vivo. Se arrumou e foi trabalhar. Sentado atrás da mesa com um telefone ao lado sempre tocando ele se sentia menos humano. O dia seria longo, aproveitou pra tentar sorrir. Aproveitou pra tentar viver.


6 respostas para “Dia comum.”

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