Havia tanto vermelho em teus braços,
Entre teus lábios.
Aquele vermelho vivo, me abraçava em teus abraços.
Havia tanto calor entre teus olhares, um dulçor em suas palavras.
“Que vermelho é esse que me afaga” o sangue do meu seio, que transborda como um riacho, uma nascente de afago.
Se é bom, não deve doer.
Mas como há amor sem suas rusgas?
Será que meu amor é um eterno sofrer?
Os meus olhos arroxeados.
Os meus braços esverdeados, ora amarelados.
Ah, esse amor é carinho.
Dói, dói.
“não chore, me perdoe, meu amor é muito forte, muito bruto, muito cru”
Meu sorriso é doloroso, é querido.
Se aqui estou, aqui eu fico.
