A outra eu, aquela que não é tão legal.
Desde aos três anos e meio quando eu aprendi a ler eu leio vorazmente, antes disso eram as histórias me contadas ao ventre, antes de dormir, menina, até hoje eu as conto pra mim mesma ao fechar os olhos e querer sonhar. Essa semana uma enorme agonia me rodeou e então eu resolve ler. O dia todo, a noite toda, dormi um pouco, não comi, li mais e li. O livro, na verdade uma série de 4 livros terminou, mas terminou de um jeito tão tosco que a agonia só piorou. Terminou daquele jeito que te faz ter que sonhar o melhor final para a estória. Minha imaginação não é limitada, mas tudo o que eu consigo pensar no final é como ele foi ruim e como eu o imagino pior ainda dado meu estado atual de espírito. Nesse caso não deveria vir escrito na capa e sinopse: Atenção: não leia se você estiver atormentada!!! Nã é por isso que existem escritores? Para escrever as coisas para que não precisemos ficar pensando nas nossas próprias? Pensar sobre tudo e todos? Só me resta agora a pensar: que final ruim. Talvez um dia quando eu esteja esperançosa de coisas boas e felizes eu torne a ler, mas é quase nula essa questão, já que minha boa memória tem aversão a ler coisas que já sei o enredo.
A minha velha amargurada grita pra quem quiser ler.
