Eu creio
Eu creio em mim mesma
Porque quando dói, eu sangro, se não sangro, eu choro
Eu sinto
E quando eu sinto, eu busco fugir do que me apavora
Ainda está doendo, porque meus olhos são feitos de estrelas
E quando eu olho e vejo brilhar, não é o outro, sou apenas eu e a minha própria luz que ilumina
E boba como sou, corro em busca do que reluz
Fico sempre correndo
Buscando
Sofrendo
Tropeço, levanto-me, abano a poeira que me rodea
E quando chego até você, não há brilho seu, há apenas o meu
Você é Buraco Negro e eu sou Estrela
Me consome
Explodo
Sumo
Perdoe-me astrónomos, porque se ainda não soube, sou besta, sou leiga
Sou Eu, que não sei de Nada
Que busco tudo
E Choro, Rio,
Desabo em meus próprios braços.
Estrela de meus próprios olhos.

Uma resposta para “Estrela de Plástico”
Profundo, intenso!…