
Nos teus olhos eu vejo as estrelas. Nos teus olhos vejo minha casa, moradia. Nos teus olhos me vejo de um jeito estrelado, onde quero abraçar-te e morar em ti, é nos teus olhos que vejo o brilho dos teus lábios tocando os meus. Vejo até a esperança um dia perdida. Pena que os teus olhos estejam mortos, assim como tu. Estes olhos também tinham mãos, tão finas quantos pequenos galhos de árvores, e geladas, não um gelo qualquer, mas frias e sombrias, cobertas por uma névoa negra que envolve o teu coração, sinta-o, lhe roubando a vida, lhe envolvendo com esse sentimento de amor, que só a morte proporciona, com essas mãos geladas pegam o teu coração e envolvem com os pequeninos dedos, gelados e negros. Esta sentindo? Sinta-o. Sinta o amor, que eu queria que fosse o ódio, o ódio que lhe corrói o coração, que lhe deixa os sentimentos negros, o ódio que só o amor pode proporcionar o amor perdido. Quer que eu te abrace? Venha cá querido, deixe que eu lhe abrace com meus braços frios e mortos e lhe olhe com meus olhos estrelados. Ou os teus olhos? Quem sou eu? Quem? Diga-me meu amor, quero te abraçar e sentir o que corre em tuas veias, esse liquido preto que já não é mais vermelho, é preto que o amor, teu tão querido amor o transformou assim. Deixe-me perder nestes teus olhos estrelados. Deixe-me passar o teu medo. Quer um beijo meu? Quer um abraço meu? Serás o teu ultimo meu céu estralado.
