Estou no centro da multidão. E todos ao meu redor.
O sangue escorre de meus olhos e molha minhas roupas.
Eu choro e grito palavras de dor.
Socorro.
Ninguém me olha.
Enquanto todos estão sorrindo, estou aqui morrendo.
Alguém segura minha mão.
Eu olho e procuro.
“Me ajuda” – sussurro.
Mas ele, de costas pra mim, não me olha.
Solte minha mão.
Não solta.
O sangue se transformou em pedra e me solidificou na dor.
Enquanto todos ao meu redor vivem, eu morro em vida.
Sozinha e perdida.
Petrificada.
E ninguém me olha.
