Lê enquanto canta.


Enquanto eu te abraço, e você morre nos meus braços.

Eu choro.

Enquanto você ria e dizia que era pra dar onda, eu ria.

Enquanto você morre, eu vivo.

Dois com um, nós dois juntos.

Tua morte me mata.

Nos meus braços, você me olha,

“Não, dói”, me diz. Teu corpo treme. Tu mente e eu acredito.

Enquanto nos meus braços, você morre, eu me lembro, de quando você dizia “É só onda, pra tirar a dor da solidão do homem”

E eu ria.

Chora, para, grito.

A loucura da dor, a alegria do esquecimento.

Os dois, morrem.

Você primeiro, eu vou depois.

Quando eu for, vou na onda.


Uma resposta para “Lê enquanto canta.”

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