Me lembro todos os dias do seu sorriso de Índia.


Uma parte de você ficou presa no meu coração.
Me recusei deixar ir tudo o que me era bom. 
Te olho de longe, vejo seus passos entre rastros e o que me sobrou foi amor. 
Não dói. 
Não mexe. 
Não arrepia. 
Não explode em fogos de artifício. 
Mas o que ficou foi aquela saudade de tempo que não volta. 
Foi aquela frustração de querer lembrar e não recordar. 
Dei minhas boas memórias para o sonho. 
Ele levo. 
Agora novas memórias em novos lugares estão sendo feitas.
O Vazio que ficou está sendo transformado em novo amor. 
Mas não mudei. 
Continuou assim. 
O mesmo de antes. 
O mesmo menino. 
Talvez, um dia eu me esqueça de seus olhos puxados, sua boca formosa. 
Me esqueça do seu corpo de Índia. 
E quando eu me esquecer eu vou saber. 
Valeu a pena envelhecer e morrer. 
Se eu vivi não foi porque o seu amor me salvou ou me levou. 
Foi porque do vazio que você deixou, do pequeno amor que roubei pra mim brotou um maior e maior que você já foi. 
E agora os meus dias são preenchidos com uma nova linha de sorriso. 
E meu coração antes vazio está preso ao seu e ao dela. 
Sou feito carne, sou feito amor. 
Amor de vocês duas que me salvou. 


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