O que espero do tempo,
Que seja azul, de sol
Que seja leve, com vento
E o frio me corte.
Olhar as ruas, ver as crianças correndo, os idosos sentados, os gatos dormindo, e os cachorros preguiçosamente latindo
Um suspiro!
O que será, que nessa vida, aflige um cão? Come, dorme, faz suas necessidades, lati e rosna. Um cachorro depressivo, cheio de suspiro.
O que espero de mim, sentada numa cadeira, olhando o céu distante, com os olhos semicerrados, e ao fundo um galo cacarejando.
O que espero é o impossível, que o tempo pare, a vida não ande e eu fique aqui, eternamente presa a esse momento.
O que eu espero já passou, mas ainda chamamos de infância.
