– Olha, eu não quero te magoar, mas também não quero me magoar sabe? Então eu estou tentando te dizer que…
– Você vai terminar comigo.
– Não, é… É sim, eu vou. Não gosto de você, assim, gosto, só que não como homem. Você é imaturo, não trabalha, não faz nada de muito produtivo. Minha vida é planejada e…
– Entendo, tudo bem. Pode ir agora.
– Claro, nós podemos ser amigos, desde que você não me peça dinheiro. Eu posso te apresentar uns conhecidos pra te arranjar um emprego. Vai ser interessante.
– Não quero, sério, não precisa se preocupar comigo.
– Vamos fazer o seguinte então.
– Vamos, vai embora.
– Não, é que…
– Caralho, vai embora porra. Você me deu um pé e eu tô te dando outro, vai embora!
Olha, agora é sério, pare com os diálogos na cabeça. Diga tudo de verdade. Diz, diz.
– Vamos sair?
– Vamos.
– Onde?
– Sua cama.
Depois não reclame sua idiota, o sexo vale o esforço.
Ester Sousa.

Uma resposta para “Minha loucura tem voz e nome.”
Oi, E.S. Gostei da postagem, E.S. Metalinguística do jeito que eu gosto.