Abri os olhos e tudo o que vi foi a luz da manhã invadindo.
Nessas horas diurnas as quais eu sou obrigada a acordar, me sinto flutuando em dor constante.
Sem escolhas.
Sem retorno.
Só ficar.
Todos os dias expelida da cama.
Todos os dias mais profunda, tão profunda quanto o mar.
Meus monstros não vivem tão fundo.
Meus monstros estão aqui, querem subir.
Quando a luz penetra o quarto, minha boca se abre num bocejo forçado, um grito silêncio em busca de socorro.
Meus olhos lacrimejam em choro baixinho.
Nada que um café não possa amenizar.
Uma tonelada, por favor.
