Dentro de mim há,
O que não há em nem um outro.
Existe, além do seio,
Que jorra maná, de seu peito;
uma fome, que consome;
um medo, que destrói;
o que há, de especial, além do normal,
na poesia?
nos versos, que de intensos,
resumem bem, o que sinto.
Por um tempo, o meu cérebro,
era feito de linhas e pontos.
dos pontos, puxei.
uma linha tão fina, tão longa,
que de longe, pesquei.
ah, se eu vivesse na escuridão do fundo do mar,
se eu olhasse nos olhinhos do tubarão branco,
com a boca escancarada, me consome.
com os dentes afiados, me come.
e então, ao final de minha jornada, seria eu,
não sereia,
matéria orgânica,
alimento.
Descansaria, pela eternidade, entre o sal do oceano.
