Fragmentos de um projeto que está na minha cabeça.
– Você voltou a falar com sotaque – mais café?
– Por favor – tem coisas que não saem da memória.
– Não lembra nem teu nome?
– Foi a primeira coisa que te disse quando você me encontrou na sarjeta.
– Mas você se lembra dela todo dia.
– Não precisa falar disso, sabe que estou contigo. Tu és mio amore.
– Lembrou dela, não lembrou? Só lembrar dela que volta o sotaque.
Aí que dor, como fui te amar.
– Não meu amor, não sinta dor. Eu sempre vou ter uma imagem de mulher na cabeça, mas no meu coração é só você. – E entre essas palavras, o café e o beijo veio o ataque de tosse com sangue e falta de ar. As memórias foram, mas no corpo ficou a marca de uma vida.
