O furo que há em meu estômago.


Ganhei os meus medos depois de conhecer-te.

Sorrir, é calculado. Chorar é perigoso.

Gritar é proibido. Amar é doença.

Pecado, é te querer.

Ganhei os meus medos e agora só converso em sussurros, se eu falar alto você me escuta.

Meu medo, maior de todos, é quando você se aproxima.

A forma como você sorri.

Sinistro.

Me apavoro. Eu corro.

Ganhei os meus medos, quando você me acaricia.

Fecho os olhos e respiro. Inspiro. Quero ir embora.

Meu medo, dos teus passos quando chega.

Meu medo, dos olhares que me dá.

Meu medo, na verdade, não é medo de você, é medo de mim.

Vomitei, um pavor.

Meu medo é maior que eu.

E por isso, vou embora.

Eu irei escolher, e no fim, sempre escolho eu.


Uma resposta para “O furo que há em meu estômago.”

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