Ganhei os meus medos depois de conhecer-te.
Sorrir, é calculado. Chorar é perigoso.
Gritar é proibido. Amar é doença.
Pecado, é te querer.
Ganhei os meus medos e agora só converso em sussurros, se eu falar alto você me escuta.
Meu medo, maior de todos, é quando você se aproxima.
A forma como você sorri.
Sinistro.
Me apavoro. Eu corro.
Ganhei os meus medos, quando você me acaricia.
Fecho os olhos e respiro. Inspiro. Quero ir embora.
Meu medo, dos teus passos quando chega.
Meu medo, dos olhares que me dá.
Meu medo, na verdade, não é medo de você, é medo de mim.
Vomitei, um pavor.
Meu medo é maior que eu.
E por isso, vou embora.
Eu irei escolher, e no fim, sempre escolho eu.

Uma resposta para “O furo que há em meu estômago.”
[…] O furo que há em meu estômago. […]