O meu corpo é terra.
Dura, compacta.
É vermelha, é preta.
Arenosa e cheia de rochas.
O meu corpo é duro, resistente e é cascudo.
É cercado pelo nada e pelo tudo.
E agora, minha inimiga: uma pá.
Cavou, cavou.
E cavou.
E agora, o meu corpo é buraco.
Buracos profundos.
Da terra brotou líquido.
A minha água é sangue.
