Eternamente sexualizada em teus braços e posto meus lábios em constante grito de dor.
Para teus olhos insonssos, minhas pernas nuas, meu corpo impróprio para o consumo diário.
Vergonha!
Grite para todos os teus desejos e deixe meus braços vazios e frios.
Incrédulos!
Olhem para eles e digam a verdade: Vós quero! Vós beijo e contigo deito.
As paredes de tua construção dogmática cai destruída pelos gemido que sai de teus lábios secos e feridos.
Um suspiro para cada mentira e agora me falta o ar.
Uma moeda para teus desejos e estou afortunada.
A riqueza que se opõe aos meus princípios.
Grite a dor da alma que não se cala,
Dos olhos insólitos que não são apreciados.
Do calor que produzo no corpo e das palavras que formo.
Seduz, mas seduz com tuas palavras.
Ame, mas ame com liberdade.
Aos outros um corpo solto, à nós, uma carne opressora.
Grite, com gritos doces.
Meu corpo dança, a dança dos loucos.
E agora, estou feliz,
O grito de acordar os mortos, me calou.
Paz!
