Pausa para respirar


Havia um caminho

Bifurcado como uma língua de serpente

E em suas escamas

Escorreguei

Entre minhas pernas

Me machuquei

Havia um caminho

Ente minhas artérias

Entre meus poros

Havia um caminho

E em suas curvas

Me perdi

Onde, aonde

Perguntei

Ninguém, sem ser os olhos d’água

Me respondeu

Esse caminho, quem o cria não sou eu

Havia um caminho

De nome meu


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