– Tira esse cigarro da boca e me beija.
– O que eu ganho com isso?
– Meu beijo.
– Prefiro o cigarro.
– Por que?
– Ele me mata lentamente, seu beijo vai destruí meu coração um dia. E vai ser um estrondo.
– Só deixa eu te beijar vai.
– Já devia ter vindo, um beijo não se pede, só pra donzelas puras, não sou pura e nem donzela.
– Um dia quem vai te matar vai ser esse humor.
– Alto lá, meu corpo é só um pra tantas mortes.
– Enquanto isso te beijo.
– Sim…
Ester Sousa.

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