Me pergunta como estou, e tudo o que sinto é sair do meu próprio corpo.
Olho para mim e estou louca. Choro como uma criança e rio como uma puta.
O rio se dissolve, vai e volta. E eu, a louca, nunca sou a mesma.
A sensação piora, e agora, enquanto escrevo isso eu choro.
Meus cílios pintados de preto dissolvem e mancham meu rosto, me deixa pior, mas não pior do que estou me sentindo.
“Respira, inspira”. Tentei esse mantra, mas tudo o que eu penso é uma fumaça escura cheia de monstro.
Por favor, por favor, eu sussurro. Me salve.
Mas agora já é tarde de mais, me perdi em outras duas e elas se foram pra não voltarem mais.
Me levou.
Agora, estou calma. Mas dentro de mim ainda sou um embrulho sem fim. Vômito.
