Ora! Se deixarmos sermos quem queremos ser, onde estaremos, quando acordarmos e não houver ninguém ao nosso lado?
O monstro que vive em mim, por trás de minhas costelas, tem pés e mãos espinhosos.
Às vezes, quando abro os olhos e te olho, você está olhando para ele.
Aquele que lambe os beiços, que deixa a saliva escorrer entre os dentes.
Deseja o seu corpo inteiro, quer lhe engolir aos pedaços.
Esse sou eu!
Ora!! Por um momento eu sorrio, o monstro se foi, voltou para detrás as costelas e agora está tudo bem.
“Como foi o seu dia, meu amor?”
