Só mais uma forma de postergar.


Estou aqui sentada, olhando para o computador, com as abas daquele livro para aquela prova super difícil para qual estou estudando bem mais ou menos, mais para menos do que para mais, pensando na vida de forma randômica e tentando me concentrar, sem conseguir. Evidentemente, estou aqui.

Acabei pegando o celular e entrando em uma rede social qualquer, porque o meu foco mesmo é não focar, não devia ser.

Aquela coisa de querer postergar o inevitável é fazer de um problema passar para dois, e eu aqui tentando entender, como fazer? De onde tirar a concentração? A responsabilidade?

O saber que se tem um dever parece não ser o suficiente.

Tempo eu tenho, será que falta dedicação?  De onde extrair todo esse compromisso consigo mesmo?

De todas essas retóricas eu tenho respostas, mas não sei tirar da teoria e praticar.

Arrumar organização do meu tempo para exercício, autocuidado, alimentação, estudos, passatempos e tudo mais que se deve ter. O que fazer com meu tempo de sobra e com meus compromissos para além do tempo? Será que meu problema é ficar em casa 24h?

Alô, algum coach aí? (brincadeira)


3 respostas para “Só mais uma forma de postergar.”

  1. Vou ser sincero, mesmo correndo o risco de ser impreciso.

    Postergar algo, deliberadamente, é uma atitude que pode, basicamente, ocorrer por dois motivos: 1) Ou você foge dos compromissos por preguiça (o que é mais comum, e normal, dada nossa propensão a acreditar que alguém fará aquilo por nós); 2) Você não quer mais nada daquilo (o alvo, o objetivo maior) que aquela tarefa representa (o sonho desvaneceu-se, simplesmente).

    Em todo caso, no entanto, recomendo fazer um exercício mental. Visualize o que acontecerá, de fato, se você não cumprir sua tarefa. Verá que as coisas podem se sair piores do que você imaginava antes.

    Ou tente fazer, só para você ter certeza (e a memória) de que aquilo é chato demais e que abandonou porque quis. No alto de meus 39 anos de idade, eu até posso fazer algo chato; mas, jamais ocupará mais do meu tempo do que o que me faz feliz (dormir, ler, escrever e passear).

    • Acredito que não seja preguiça. Preciso estudar para uma prova importante e extremamente chata (OAB). Eu detesto coisas técnicas, principalmente quando devem ser decoradas, o que é basicamente o que preciso fazer para conseguir passar nessa prova.
      O pensamento de ter que sentar e estudar por mais de 5 horas para alcançar um objetivo que não é lá o que eu quero, mas realmente preciso, me faz ficar mais cansada do que de fato estudar (amo estudar).
      Infelizmente não tenho saída, preciso estudar e passar, já que eu escolhi o curso há mais de seis anos, quando ainda não sabia o que queria da vida, agora devo encarar de frente o monstro.
      E, aliás, ótimas prioridades, nada melhor que ler, dormir, escrever e ocasionalmente passear.
      Obrigada pelo comentário, acho que é necessário agradecer, isso me mostra que há gente lendo e principalmente que as pessoas ainda expõe a opinião sem medo, o que é ótimo (desde que não seja ofensiva, o que geralmente é)!

      • Ser franco, sem ser indecoroso, demanda treino. Mais do que vocabulário preciso, é necessário lembrar que tudo, absolutamente tudo, que acontece com os outros pode acontecer com a gente. 😉

        Bom, então creio que aumentar o prazo até a prova seria interessante. Postergar, às vezes, nos alivia. Não por inatividade, mas por podermos respirar, mesmo que isso custe alguns meses. Eu nunca faria nada baseado no argumento da urgência sem antes verificar se é, de verdade, urgente e inadiável.

        Um abraço e sucesso!

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Ester Lima

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo