Enquanto a água do chuveiro cai, ficou de fora escutando o barulho. Olhando para os azulejos brancos com desenhos pretos e delicados.
O que aconteceria se ela batasse a cabeça na parede? Morre? Dói? Sangra?
Entrou debaixo da água e delicadamente ficou passando o sabonete nos braços.
As paredes são brancas, os azulejos delicados. O mundo é grande.
Tão pequena. Ela é tão pequena. Tão pequena, sofre tanto.
Às vezes, ela conta uma história para si mesma que já está morta e olha de longe numa eterna rebobina.
Desligou o chuveiro. A cabeça dói. Mas não bateu ela na parede. Se foi.
Tão pequena.
Tão…
Estamos fadados a ser só?
Estamos fadados a ser… ?
Só.

Uma resposta para “Só, sozinho, solitário. ”
Gostei!